Voith exportará máquina de papel para a China
Charles Putz (cbredarioli@brasileconomico.com.br)
Na contramão da tendência mundial de fazer da China a vedete no fornecimento de máquinas e equipamentos, a subsidiária brasileira da Voith Paper fechou nesta semana, na Alemanha, um grande contrato de fornecimento de três máquinas que terão como destino justamente a nova potência econômica oriental.
Segundo o presidente da empresa, Nestor de Castro Neto, a negociação vai manter a fábrica brasileira ocupada neste ano, já que as encomendas das papeleiras nacionais estão à míngua. O custo de um equipamento desses, segundo Castro Neto, chega a € 400 milhões.
Essa recente contratação renderá à Voith fornecimento de máquinas para os próximos oito ou nove meses. "Essa é a maior máquina que já fizemos. A capacidade total de produção das máquinas é de 2 milhões de toneladas de papel cartão", conta o executiv.
Como referência, ele aponta que, anualmente, o Brasil fabrica cerca de 9 milhões de toneladas de papel. Globalmente, a Voith está investindo para ampliar sua capacidade de produção no mercado chinês.
Enquanto esse projeto não se realiza, porém, a empresa tem buscado subsidiárias que consigam atender à altíssima demanda chinesa a despeito de preços mais elevados.
"É claro que tivemos que negociar preço para chegar a um acordo, mas o volume de vendas é interessante. Então, a operação vale a pena", completa Castro Neto. "A China é algo impressionante. Não fosse isso, seria impossível pensarmos em exportar tanto sem ter preço competitivo mundialmente."
A produção de papel na China cresce 4 milhões de toneladas por ano. Em 2009, o Brasil respondeu por 50% das importações de celulose da China, que anualmente produz 90 milhões de toneladas de papel e quer se tornar um dos líderes mundiais do setor.
Baixa demanda interna
Além das vantagens da negociação em si, outro ponto que incentiva a Voith Paper Brasil a prestar mais atenção ao cenário externo são as encomendas para o mercado nacional.
Por enquanto, há conversas em andamento, mas nada ainda passou da fase das consultas. "Tínhamos boa expectativa para o mercado interno neste ano, mas não há negócio fechado."
Segundo Castro Neto, apesar de não atuar muito no mercado de celulose, a Voith está cotada, por exemplo, para fazer uma oferta no projeto Eldorado e em outros que começam a despontar no Brasil.
Em papel, apenas no mercado de tissue (papéis absorventes) a demanda segue constante tanto no Brasil quanto no exterior.
Uma nova máquina já foi vendida para a CMPC chilena, para o México e para o Canadá. Além dessas, a Voith brasileira ainda trabalha para entregar uma máquina de papel jornal para a Venezuela, mas se trata de um pedido fechado antes da crise.
Segundo o presidente da empresa, Nestor de Castro Neto, a negociação vai manter a fábrica brasileira ocupada neste ano, já que as encomendas das papeleiras nacionais estão à míngua. O custo de um equipamento desses, segundo Castro Neto, chega a € 400 milhões.
Essa recente contratação renderá à Voith fornecimento de máquinas para os próximos oito ou nove meses. "Essa é a maior máquina que já fizemos. A capacidade total de produção das máquinas é de 2 milhões de toneladas de papel cartão", conta o executiv.
Como referência, ele aponta que, anualmente, o Brasil fabrica cerca de 9 milhões de toneladas de papel. Globalmente, a Voith está investindo para ampliar sua capacidade de produção no mercado chinês.
Enquanto esse projeto não se realiza, porém, a empresa tem buscado subsidiárias que consigam atender à altíssima demanda chinesa a despeito de preços mais elevados.
"É claro que tivemos que negociar preço para chegar a um acordo, mas o volume de vendas é interessante. Então, a operação vale a pena", completa Castro Neto. "A China é algo impressionante. Não fosse isso, seria impossível pensarmos em exportar tanto sem ter preço competitivo mundialmente."
A produção de papel na China cresce 4 milhões de toneladas por ano. Em 2009, o Brasil respondeu por 50% das importações de celulose da China, que anualmente produz 90 milhões de toneladas de papel e quer se tornar um dos líderes mundiais do setor.
Baixa demanda interna
Além das vantagens da negociação em si, outro ponto que incentiva a Voith Paper Brasil a prestar mais atenção ao cenário externo são as encomendas para o mercado nacional.
Por enquanto, há conversas em andamento, mas nada ainda passou da fase das consultas. "Tínhamos boa expectativa para o mercado interno neste ano, mas não há negócio fechado."
Segundo Castro Neto, apesar de não atuar muito no mercado de celulose, a Voith está cotada, por exemplo, para fazer uma oferta no projeto Eldorado e em outros que começam a despontar no Brasil.
Em papel, apenas no mercado de tissue (papéis absorventes) a demanda segue constante tanto no Brasil quanto no exterior.
Uma nova máquina já foi vendida para a CMPC chilena, para o México e para o Canadá. Além dessas, a Voith brasileira ainda trabalha para entregar uma máquina de papel jornal para a Venezuela, mas se trata de um pedido fechado antes da crise.
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